O Saber Tecnológico

 

 

A Mão, o Complemento do Cérebro

    A mão, uma das obras-primas da natureza.

    Esta constitui um importante recurso em todas as pessoas: amplia e complementa a linguagem verbal, chegando inclusivamente a substituí-la, como acontece com os surdos-mudos, ou com a vista como no caso dos invisuais.

    A superioridade do homem sobre todas as outras espécies de animais deve-se sem dúvida, às suas capacidades intelectuais, mas, também, e muito às suas características especiais da sua mão.

    O aumento das suas capacidades começou com o fabrico de ferramentas simples, como o tosco raspador do Paleolítico até às modernas máquinas escavadoras, estas baseando-se no princípio da continuidade do braço.

    A alavanca, uma máquina simples, descoberta há cerca de mil anos. Facilita o levantamento de objectos pesados. 

    "Com uma alavanca suficientemente longa conseguiria deslocar o mundo" (Arquimedes) 

    Pela força  braçal, os egípcios construíram grandes monumentos, deslocando pesados blocos de granito, inicialmente por arrastamento, depois deslizando sobre  toros de madeira, depressa concluindo que a massa dos toros poderia ser reduzida cortando-os em tamanhos reduzidos, estes,  ligados por um eixo que era preso à carga facilitava  o transporte e reduzia a força braçal. Estava dado o primeiro passo para um dos maiores inventos da história da humanidade, a Roda.  

A Roda, o maior invento da História da Humanidade

Aplicações da Roda

    A roda do oleiro, suporte do barro que a  mão suavemente  modela e transforma

    A locomotiva a vapor, inventada pelo inglês Trevithick em 1803, é um dos exemplos claros dos progressos da técnica com utilização da roda, esta conhecida (inventada) desde 3400 anos a.C.

    A roda é hoje, a  chave da engenharia moderna, pois, poucas são as máquinas que não têm rodas ou cilindros de qualquer tipo.    

   

Outros inventos  históricos 

Da vela à lâmpada eléctrica

    A lâmpada eléctrica inventada por Thomas Edison em 1879, o qual teria afirmado:" Tornaremos a iluminação eléctrica tão barata que só os ricos poderão queimar velas".

   Será que tal expectativa algum dia se verificou?

 

Da pilha ao reactor nuclear

Pilha de Volta

Alessandro Volta (1745 - 1827), físico italiano, inventor da pilha eléctrica ( 1794) que viria a receber o seu nome. 

No reactor nuclear, a energia produzida sob a forma de calor converte a água em vapor que por sua vez faz mover uma turbina acoplada a um gerador, produzindo assim electricidade.

 

 

 Reactor nuclear

Do Telegrafo ao Telefone

O telégrafo electromagnético inventado em 1834 por Samuel Morse  

O telefone de Alexander Graham Bell  1876, aperfeiçoado em 1877 por David Edward Hughes ao inventar o microfone, permitindo assim que o telefone se torna-se praticamente no que é hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do motor de êmbolos ao motor de reacção

    Motor de êmbolos / motor de quatro tempos, sendo o primeiro conhecido desde 1860 (inv, do francês Lenoir), o qual utilizava gás de iluminação como combustível . Este foi melhorado em 1877 pelos alemães N. Otto e E. Langen, os quais inventaram o motor de quatro tempos, o qual tem vindo a sofrer melhoramentos até aos dias de hoje.

   Turborreactor de passagem dupla ou de fluxo duplo, o tipo de motor  muito utilizado actualmente nos aviões de passageiros. Ensaiados já antes da segunda guerra mundial causando grande sensação pelas velocidades então atingidas. 800 Km/hora)  

   

 

 

A mão que constrói/ a mão que destrói

    Desde a descoberta da simples alavanca às modernas gruas ou, da simples roda às complexas engrenagens que equipam as máquinas  actuais, houve todo um percurso recheado das mais incríveis descobertas técnicas/tecnológicas que permitiram chegar aos dias de hoje e desfrutar ao seu belo prazer todas essas maravilhas que o cérebro imaginou e a mão construiu. 
    O cérebro imaginou, a mão construiu, a mão explorou, a mão transformou,  mão destruiu/destrói.

    Destrói o seu habitat natural, "a mãe natureza" pela nem sempre racional utilização dessas maravilhas da técnica, pois, quando irracionalmente ou intencionalmente dirigidas para fins menos pacíficos transforma a sua vida ou dos seus semelhantes num pesadelo.

    A forma irresponsável como muitas vezes fase uso das suas capacidades técnicas e tecnologias,  está longe de corresponder  às suas  superiores capacidades  de inteligência. Algumas vezes intencionalmente, outras por desconhecimento ou por situações imprevisíveis, o facto é que apesar de todo o conhecimento e domínio técnico os acidentes sucedem-se e o uso abusivo com sobrecarga dos meios regenerativos também.

     Até quando poderemos continuar a usar abusivamente de todo potencial tecnológico ao nosso alcance,   para explorar e produzir cada vez mais, muitas vezes produtos/bens supérfluos,  sem equacionarmos o seu reverso?

    Tal como há já alguns anos vem sendo equacionado por diversas organizações estatais e privadas, toda a actividade susceptível de causar danos ambientais, pensamos ser também neste campo que a disciplina de Educação Tecnológica pode dar o seu contributo para a compreensão e uso racional dos cada vez mais poderosos meios tecnológicos.

 

Contribui para que  a natureza continue a sorrir. 

( Bibliografia e referências:)

Nova Enciclopédia Portuguesa; Clipart (office); Manual de Tecnologias 10º ano de escolaridade.

 


voltar  à página inicial