Problemas Éticos

Esta nova capacidade de reconhecer doenças genéticas apresenta um importante dilema moral, já que uma pequena percentagem de indivíduos passa a sobreviver com graves defeitos genéticos, físicos e/ou mentais.

Provavelmente, esta percentagem aumentará com o aumento da exposição a vários factores ambientais e, paradoxalmente, com a melhoria da tecnologia médica.

Tal como um geneticista disse:

A sofisticada tecnologia da biologia molecular deu-nos uma ampla gama de novas técnicas para moldar a nossa constituição genética. Passamos das maneiras convencionais de procriação para a capacidade de provocar modificações químicas e moleculares no mecanismo genético. Nalguns casos, adiciona-se material genético completamente novo para o indivíduo que está a sofrer a modificação. Enquanto que alguns cientistas destacam as promessas dos benefícios de tal investigação, outros levantam questões perturbadoras sobre eventuais perigos. Tais preocupações têm vindo a originar apelos, quer por parte da comunidade científica quer pela comunidade em geral, para uma moratória geral neste tipo de pesquisa ou, pelo menos, para uma legislação rigorosa e eficaz.

O conhecimento do mecanismo genético das espécies também alertou para outros perigos:

Alguns investigadores temem que a exposição aumentada a aditivos químicos, nos alimentos, e à grande variedade de substâncias químicas, em outros produtos comerciais, possa estar modificando a constituição genética de um modo indesejável. Estas alterações genéticas também podem ser causadas por agentes ambientais derivados da utilização de armas nucleares, da contaminação radioactiva proveniente de acidentes em centrais nucleares e da radiação libertada pelos aparelhos. Tais agentes podem contribuir para o aparecimento de doenças hereditárias, entre as quais estão incluídas muitas formas de cancro.

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