a)
Cozedura da Broa :
A cozedura da broa
foi uma destas actividades desenvolvidas.
Para sabermos como se
processa esta actividade fomos falar com o Sr. António Pacheco o qual se
encontrava a conversar com amigos, na praça : “Por volta de Maio semeia-se o
milho. Posteriormente, em Setembro, recolhe-se, seca-se e moi-se.
Depois de moído,
obtém-se a farinha, peneira-se, amassa-se com fermento, água e sal. No final
faz-se uma cruz com a mão sobre a massa dizendo a seguinte ladainha :
“S.Mamedet’alevedeS. Vicente te acrescente S. João te faça pão Deus te ponha a Sr.ª Virtude Que eu por mim fiz o que pude.” |
Por fim deixa-se
levedar, enquanto se vai aquecendo o forno de lenha. Quando estiver levedado e o
forno aquecido, leva-se ao forno.
Passado algum
tempo a broa fica pronta e assim podemos saborear o seu delicioso sabor.”
Antigamente as
pessoas reuniam-se para cozer a broa num forno bastante grande que era da
comunidade.
Actualmente as
pessoas têm estes fornos a lenha na própria casa.
b) Fabrico da Aguardente de Mel :
Os cortiços das
abelhas são constituídos por três cruzetas. Quando se vai crestar, tira-se o
mel apenas até à primeira cruzeta para que este seja renovado. Por vezes,
certos apicultores como o Sr. Fernando, tiram o mel da primeira cruzeta para a
renovar, mas este procedimento só deve ser levado a cabo de três em três anos
para que a cera não fique muito velha.
A recolha do mel é feita nos meses de Julho e Agosto. Posteriormente, este mel é espremido deixando a fermentar a cera durante um tempo. Por fim é destilado no alambique o qual podemos observar nas seguintes fotografias :

( Cabeça do Alambique )
( Frieira do Alambique )
c) Fabrico da Aguardente de Medronho :
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Os
medronhos estão bons para os colher nos meses de Outubro e Novembro.
Feito a colheita, são
amassados e deixam-se fermentar durante três a quatro meses, para que
posteriormente se possa destilar.
Posto isto obtém-se
a deliciosa aguardente de medronho.
A aguardente de
medronho é incolor e muitas vezes é nos apresentada com uma coloração
amarelada, o que provém do adicionamento de produtos estranhos à sua composição.
d)
Lavagem da roupa :
Logo pela manhã
pudemos observar as donas de casa a dirigirem-se ao tanque público para lavarem
as roupas. Aqui tivemos o prazer de nos deliciarmos a mergulhar as mãos na água
fria, ajudando assim a lavar a roupa a duas senhoras que ali se encontravam.

Seguidamente fomos
colocá-la a secar no estendal da D. Isaura.

e)
Matança do Porco :
Ao visitarmos o Sr.
Francisco Pacheco, este contou-nos que antigamente compravam um suíno por
quatro escudos e cinquenta centavos. Este alimentava-se apenas da farinha de
milho e abóboras, as quais eram de produção própria. Quem comia carne era
quem matava o porco.
Actualmente existem ainda algumas pessoas que realizam esta actividade. Juntam-se todos para darem uma pequena ajuda .Primeiramente amaram o porco com uma corda ao carro de bois.
Seguidamente o matador espeta a faca no animal e a dona de casa apara o sangue para uma caçarola.
Após o sangue ser extraído o animal é chamuscado com carqueja a arder.
O porco, é ainda lavado e pendurado numas correntes.
Por último, o porco é deixado a escorrer cerca de 24 horas e ao fim destas é “desmanchado”, podendo assim as pessoas deliciarem-se com a boa febra.