Conclusão
O Piódão é uma aldeia que mantém bastante acesas as características que nos remetem para tempos remotos.
A vida que se leva
neste local transmite-nos uma enorme tranquilidade, pois as pessoas parecem ter
os seus relógios e calendários guardados, aos quais nunca dão atenção.
A população é já
bastante envelhecida e talvez pela cor das suas roupas ser escura, dá-nos a
ideia de viverem um pouco com o seu espírito melancólico. Não há jovens, uma
vez que para estudarem têm que sair desta aldeia ou ainda procurar outros
postos de trabalho. Isto deve-se ao facto das únicas formas de sustento serem a
agricultura, a pastorícia e a apicultura. Sendo estas exercidas de forma muito
rudimentar, a população não consegue tirar grandes proveitos para sustentar a
sua família. Deste modo os jovens vêem-se obrigados a constituir as suas famílias
em locais mais evoluídos.
Como em 1978 esta
aldeia foi eleita uma aldeia turística, desde então, passou a ser uma aldeia
bastante visitada. Devido a este facto os habitantes desta aldeia, começam a
ficar cada vez mais “ fartos” de tanta pergunta e de serem tratados como
figuras pitorescas para posarem para a foto. Isto foi sentido por nós durante
os dias que vivemos e que convivemos nesta aldeia “certas pessoas não
quiseram tirar fotografias e partilhar a sua sabedoria connosco.
Depois de saberem
qual o nosso objectivo ao estarmos instalados neste local, as pessoas começaram
a dialogar mais connosco e até a convidarem-nos para entrarmos em suas casas
para tomar um chá. Um destes convites foi para participar na Cerimónia da Via
Sacra que se realizou no dia um de Abril o qual aceitámos com muito agrado.
A última noite que
passámos nesta aldeia, pedimos aos membros da Junta de Freguesia para ligar as
luzes especiais, para eventuais fotografias para o nosso trabalho. Assim,
podemos dizer que quando os candeeiros despejaram a sua luz amarelada, toda a
aldeia parece metamorfosear-se num presépio iluminado e vivo, merecendo bem a
designação de “Aldeia Presépio”.