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O topónimo Calde deriva do genitivo antroponímico “Calidus”, referindo-se a um senhor de uma “villa Callidi”, sofrendo as naturais evoluções
fonéticas, derivando em “Cáldi”. Esta última
designação prevaleceu até ao século XIII, pelo menos. Também os topónimos dos
lugares da Freguesia de Calde reflectem a influência dos povos primitivos,
como os árabes, cujo exemplo mais
evidente é o topónimo “Almargem”, sem provar
o arabismo local. A invasão muçulmana deverá ter alterado profundamente toda a
região, dando origem a uma relativa estagnação de crescimento demográfico da
“villa”.
A freguesia de
Calde, cujo povoamento deverá remontar à época
romana, foi honra de fidalgos medievais. No eclesiástico, nada de
concreto se conhece sobre a fundação da paróquiqa de Santa Maria de Calde, porém, alguns autores defendem que, tal
como em Viseu e todo o seu termo, deverá remontar aos tempos da cristianização suevo-visigótica; pertenceu à paróquia de S. Pedro de Lordosa
até ao século XVI, organizando-se a partir daí como paróquia independente. Por
esta razão, o vigário de Lordosa representava o cura de Calde.
A povoação
de Calde aparece nas Inquirições do século XIII, ainda com a denominação de “Caldi” ou “Caldy”,
pelo que se coloca a questão: Por que é que D.
Manuel I, ao conceder foral a esta terra em
24 de Julho de 1515, a chamou de Caldas do
Couto de Lafões, para depois voltar a chamar-se de Calde? Poderá ter sido denominada, Caldas para claramente referir a temperatura das águas
termais locais? Pois de facto, a julgar pelas terras reguengas
mencionadas no referido Foral Novo, este foi
na realidade atribuído à Freguesia de Calde.