Tempo

Climatério

Lua nova trovejada trinta dias é molhada.

Tempo perdido ninguém o encontra.

Manhã de nevoeiro, tarde de soalheiro.

Nuvens ao nascente, chuva de repente.

Nuvens no céu cinzento, chuva ou qualquer mudança de tempo.

 

Estação do ano

Bom tempo no Inverno mau no Estio, mau ano de fome, bom ano de frio.

Borboleta branca, Primavera franca.

Queijo de Outono é para o seu dono.

Se a candelária rir, o Inverno está para vir, se a candelária chora, está o Inverno fora.

 

 

Meses do ano

Janeiro molhado, se não é bom para o pão não é mau para o gado.

Não há lua como a de Janeiro, nem amor como o primeiro.

Fevereiro quente traz o diabo no ventre.

Em Fevereiro neve e frio, é de esperar ardor no Estio.

Março, marçagão, de manhã cara de gente, de tarde cara de cão.

Março, marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão.

Em Abril águas mil.

Abril frio e molhado enche o celeiro e farta o gado.

Água de Maio, pão para todo o ano.

Em aio comem-se as cerejas ao borralho.

Em Junho foucinho ao punho.

Não há maior amigo que Julho com o seu trigo.

Não há bom mosto colhido em Agosto.

Agosto nos farta, Agosto nos mata.

Em Agosto secam os montes, em Setembro as fontes e em Outubro tudo.

Em Setembro ardem os montes e secam as fontes.

Logo que Outubro venha, procura logo a lenha.

Novembro à porta, geada na horta.

Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.

De todos os Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.

Trinta dias tem Novembro

Abril, Junho e Setembro

De vinte e oito só há um

Os outros são de trinta e um.

 

 

 

Festividades

Antes das festas fazem-se as vésperas.

Carnaval na eira, Páscoa na lareira.

Quem na Páscoa houver de trabalhar, pelos ramos há-de começar.

Ande o frio por onde andar, no Natal há-de chegar.

Esta vida são dois dias e o Carnaval são três.

Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

Pelo S. Martinho vai à adega e prova o vinho